
maio 26, 2026
Nutrição Esportiva
Se você frequenta a academia, certamente já ouviu que “quanto mais proteína, melhor”. No entanto, a nutrição esportiva evoluiu, e o que a ciência nos diz hoje é muito mais preciso (e menos exagerado) do que os mitos das salas de musculação. Como nutricionista, meu papel é traduzir as evidências científicas para a sua rotina, otimizando seus ganhos sem desperdícios.
O Mito do “Quanto Mais, Melhor”
Um dos maiores erros é acreditar que o corpo consegue processar quantidades ilimitadas de proteína para construir músculos. A ciência demonstra que existe um “teto” para a síntese proteica muscular. Consumir 3g ou 4g por quilo de peso pode até não ser prejudicial para indivíduos saudáveis, mas o benefício adicional para a hipertrofia é praticamente nulo em comparação a doses moderadas [1].
O Que a Ciência Recomenda?
De acordo com o posicionamento da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) e metanálises recentes, a faixa ideal para a maioria dos praticantes de força fica entre 1,6g a 2,2g de proteína por quilograma de peso corporal ao dia [2].
Objetivo | Recomendação (g/kg/dia) |
Manutenção / Iniciantes | 1,2 – 1,4 |
Hipertrofia (Geral) | 1,6 – 2,2 |
Atletas em Déficit Calórico | 2,3 – 3,1 |
Mitos Comuns Desvendados
Conclusão
Não caia em estratégias de marketing. A hipertrofia sólida é construída com treino intenso, descanso e um aporte proteico calculado. Se você quer ajustar sua dieta de forma personalizada e baseada em evidências, consulte sempre um profissional qualificado.
REFERÊNCIAS