
março 5, 2026
Saúde Intestinal
A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio funcional comum que afeta o sistema digestório, causando sintomas característicos como dor abdominal, inchaço (estufamento) e alteração do ritmo intestinal. Embora suas causas e efeitos não estejam totalmente definidos, a evidência científica destaca que a nutrição desempenha um papel fundamental no controle dos sintomas.
A intervenção dietética mais eficaz e recomendada atualmente por diretrizes internacionais, como as do American College of Gastroenterology [1], é a dieta de baixos FODMAPs (sigla em inglês para Fermentable Oligosaccharides, Disaccharides, Monosaccharides, and Polyols). Esses carboidratos de cadeia curta são mal absorvidos no intestino delgado e sofrem rápida fermentação pela ação de bactérias, resultando em produção de gases e distensão abdominal.
Estudos demonstram que até 75% dos pacientes apresentam melhora significativa dos sintomas ao seguir as orientações de um nutricionista para implementar essa estratégia [1, 2].
Para reduzir a formação de gases e o desconforto, é aconselhável moderar ou evitar: – Frutose em excesso: Maçã, pera, mel, xarope de milho com alto teor de frutose. – Lactose: Leite de vaca e derivados frescos (queijo minas, ricota). Substituir por leites sem lactose ou bebidas vegetais. – Frutanos e GOS: Trigo, centeio, cebola, alho, feijão, grão-de-bico e lentilha. – Polióis: Adoçantes como sorbitol e xilitol (comuns em chicletes e produtos dietéticos), além de abacate, cogumelos e couve-flor.
Para manter uma ingestão equilibrada, prefira: – Proteínas: Carnes, aves, peixe e ovos (preparados sem alho ou cebola). – Cereais: Arroz, quinoa, aveia (sem glúten), milho e batata. – Vegetais: Cenoura, abobrinha, espinafre, pepino e berinjela. – Frutas: Banana, morango, uva, kiwi e laranja.
Além da seleção de alimentos, a forma como se aborda as refeições é crucial. Manter horários regulares, mastigar lentamente os alimentos e evitar bebidas carbonatadas (refrigerantes e outras bebidas gasosas) são medidas comportamentais fundamentais.
A personalização da dieta é essencial, pois a tolerância a cada grupo de FODMAPs varia de pessoa para pessoa. Por isso, o acompanhamento de um profissional especializado é indispensável para conduzir as fases de eliminação e reintrodução, evitando deficiências nutricionais a longo prazo.
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